Nuvem de Governo ou Governo na Nuvem?

O debate que atingiu a crista do hype nos últimos meses é o debate sobre a contratação de infraestrutura na nuvem. Esse debate tomou diversos sabores ao longo dos últimos anos, e especificamente nos últimos meses se concentrou em discutir formas de reduzir custos de operação, tanto de órgãos públicos quanto de empresas públicas, por meio do modelo de contratação de Infraestrutura como Serviço (IaaS). Considero que houveram três movimentos centrais nesse processo, que polarizaram a discussão e foram experiências concretas, disputando a audiência dos CIOs da esplanada: O OpenStack do SERPRO; a aquisição de Azure do Ministério do Planejamento; a Cloud do Ministério da Cultura.   OpenStack do SERPRO   Durante o ano de 2015, a SLTI/MP fez um movimento de organizar alguns representantes de órgãos que tinham contratos com o SERPRO, chamaram de Conselho de Clientes do SERPRO, que se...

Software não é um produto Fabril

Nos últimos anos tivemos muitos encontros e reuniões entre os gestores de TI de governo para tratar o tema do desenvolvimento de software na esplanada. O tema tem sido alvo de inúmeras discussões nos órgãos de controle também, a princípio, parece ser consenso entre as unidades de TI do poder executivo que o atual modelo baseado em terceirização de fábricas de software, com sua produtividade medida por contagem de pontos de função, não consegue atender com eficiência às necessidades de negócio do Estado Brasileiro. Muito dinheiro público gasto e um grande esforço fiscalizatório é empenhado na gestão de contratos de fábricas de softwares que, no final, não entregam resultados satisfatórios, desperdiçando rios de recursos públicos em contratos milionários, comprometendo servidores públicos despreparados e impedindo o funcionamento e o crescimento de políticas públicas importantes para a...

Gestão de Projetos de TI Simplificada

Quando alguém se pronuncia para falar de gestão de projetos acho que a primeira reação da maioria das pessoas é sentir um certo anseio por um longo e vasto monólogo sobre procedimentos burocráticos. Criar um termo de abertura, um documento de visão, uma estrutura analítica, depois um cronograma, um plano de riscos, quem sabe uma solicitação de mudanças, e mais uma série de instrumentos estáticos que, no momento seguinte a sua criação, começam a se tornar obsoletos. Neste artigo não posso deixar de trazer um tom de desabafo, precisamos fazer uma reflexão sobre essa ciência as vezes, e por consequência uma reflexão sobre a prática do mercado. Não é incomum encontrar gerentes de projetos soltando bravatas do tipo “Escrevi todo o projeto e ninguém leu” (um documento de 200 páginas geralmente), ou então “Preparei todo o cronograma, se tivesse tido patrocínio teria dado...

GitHub.com, GitLab ou Portal do Software Público?

Quando iniciamos o debate sobre libertação do software produzido pelos órgãos públicos, a primeira questão que veio a tona foi: “Onde vamos hospedar nossos repositórios?”. Quando falamos de software produzido pela administração pública, é importante lembrar que nós falamos de software não licenciado. Por força dos dispositivos legais que regem a questão da propriedade intelectual, todo software desenvolvido por um órgão público se torna propriedade privada do órgão, e não da União. Se outra agência pública quiser utilizar o software desenvolvido, terá que pedir a cessão do direito de uso para o órgão que o desenvolveu, podendo o órgão negar esse direito, ou até mesmo cobrar por ele. Se isto lhe parece estranho, é porque realmente é. Afinal, todo software desenvolvido por órgãos da administração pública são desenvolvidos com recursos públicos, originários dos impostos dos...

De A a Zimbra! Como migrar do Exchange

forma que isso possa diminuir traumas e dores causadas na Muitas pessoas me perguntaram por que tomamos a decisão de migrar o servidor de e-mail para a solução corporativa da Zimbra, ao invés de permanecer no conforto do Exchange. Algumas delas me pediram insistentemente que escreve-se um artigo detalhando o processo as decisões que tomamos. Esse artigo é uma resposta a esses anseios, uma forma de compartilhar o que acredito ter sido umas das decisões mais ousadas que tomamos em 2015 na Coordenação-Geral de TI do Ministério da Cultura. Vou passar detalhadamente pelas aventuras que vivemos: Análise de viabilidade da solução; Definição da estratégia de migração; Comunicação institucional; No final, chegamos vitoriosos, graças ao apoio dos fornecedores e da equipe da CGTI do MinC, aos quais não posso deixar de mencionar e agradecer imensamente por toda a dedicação empenhada. Análise de...